segunda-feira, 16 de abril de 2012

Duas apoiadoras institucionais do Ministério da Saúde (MS) encerraram mais uma de suas visitas rotineiras a Sergipe na última terça-feira, 17. Nas visitas elas apoiam a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e os municípios, com seus prestadores de serviço, para implantar a Rede Cegonha no Estado. Durante a estada em Sergipe elas confirmaram a existência de um plano de ação produzido pela SES para implantação da rede de assistência materna-infantil que assistirá as gestantes desde o primeiro pré-natal realizado na Atenção Básica, através das Clínicas de Saúde da Família (CSF), até o encaminhamento dela para uma maternidade de parto habitual ou alto risco, dependendo de cada caso. Rede Cegonha De acordo com a técnica do Ministério da Saúde, Aline Costa, Sergipe está em processo de finalização da construção da Rede Cegonha nas sete regiões de saúde do Estado conforme o Contrato de Ação Pública (CAP). O CAP define metas, responsabilidades e obrigações de cada ente federado (União, Estado e municípios) na assistência à saúde da população, garantindo o acesso do cidadão e a qualidade dos serviços. “Dentre as redes de atenção à saúde que estão sendo construídas no Estado, a Rede Cegonha é uma das prioridades e que já está recebendo recursos, a partir da elaboração de um plano estadual, para trabalhar na atenção ao parto e nascimento. Em Sergipe são seis maternidades prioritárias de risco habitual e alto risco que estão sendo acompanhadas pelo Ministério da Saúde”, afirmou Aline Costa. Construção da rede atenção materna-infantil Para implantar a Rede Cegonha, o Governo do Estado, através da SES, se juntou ao Ministério da Saúde e aos 75 municípios para desenhar a rede de assistência a gestantes e ao recém-nascido. A partir da identificação das unidades públicas ou filantrópica um contrato de gestão é formalizado com metas e resultados ao longo de um período com o gestor local do sistema de saúde para credenciamento das unidades assistenciais. De acordo com a técnica do MS, Luíza Accioli, Sergipe está adiantado na implantação da Rede Cegonha. “Todos os Estados deverão pactuar a regionalização da assistência para construir um contrato que define metas, obrigações e responsabilidades de cada ente federado. Sergipe já possui o Contrato de Ação Pública que teve adesão do Ministério”, disse a técnica. Unidade da Rede Cegonha Em Sergipe, o Hospital e Maternidade Santa Isabel recebeu investimentos e já tem implantada a Casa da Gestante, Puérpera e Bebê e o Centro de Parto Normal. Para que comece a funcionar é necessário que comprove o atendimento as diretrizes da Rede Cegonha para assistência das gestantes e bebês. “As maternidades de Aracaju e as demais do Estado possuem um Plano de Ação da Rede Cegonha. Nós já recebemos parte dos recursos para custeio anual da Rede Cengonha aqui no Estado. O Santa Isabel é um prestador de serviço filantrópico e tem de ser pago através de um contrato. Já existe um contrato vigente e é preciso fazer um termo aditivo para acrescentar o valor referente às novas unidades, que é de R$ 141 mil a serem repassados pelo MS. Já temos a garantia do Ministério que uma vez funcionando, no próximo mês o recurso entrará no fundo estadual ou municipal de saúde e o recurso poderá ser imediatamente repassado a unidade”, afirmou Antônio Carlos Guimarães, secretário de Estado da Saúde.


“Pelo que pude ver pessoalmente é um material de primeira linha. Há muito hospital bom de São Paulo, por exemplo, que não possui os equipamentos que há aqui neste hospital”. Esta é a avaliação do anestesiologista José Eduardo de Assis, sobre as instalações do centro cirúrgico do Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro, localizado em Lagarto, na região centro-sul do Estado. A declaração do especialista, que coordenará a equipe de anestesistas do centro, sintetiza bem impressão sobre a tecnologia de ponta incorporada à unidade cirúrgica do HRL, ativada no último dia 2 de abril.

Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (FCM/UPE) e com residência médica pelo Hospital do Servidor Estadual de São Paulo (HSPE/SP), José Eduardo de Assis ressalta a importância dos investimentos feitos pelo governo sergipano, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), para atrair mais profissionais ao interior e, consequentemente, melhorar a qualidade da assistência ao usuário. “Para se fixar o médico no interior, é necessário se ter bons equipamentos de saúde, principalmente em relação à anestesiologia, que é uma especialidade que depende de tecnologia. Portanto, não dá para realizar uma cirurgia mais complexa, se não há um equipamento bom”, justifica.

De acordo ainda com o anestesiologista, além de aparelhos com tecnologia avançada, a estrutura da unidade como um todo, também contribui para que se possa desenvolver um bom trabalho, a partir da ativação da unidade cirúrgica. “Associado a equipamentos de primeira linha, o hospital possui leitos de terapia intensiva - a primeira UTI a ser implantada no interior do estado -, o que garante as condições ideais para a realização no futuro de grandes cirurgias, além de sala de estabilização, ou seja, temos um apoio junto ao centro cirúrgico muito bom. Então as perspectivas em relação ao funcionamento da unidade também são extremamente positivas”, avalia.

Estrutura

A unidade cirúrgica do Hospital Regional de Lagarto, gerenciada pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), representou um investimento de R$ 1,5 milhão em equipamentos, realizado pelo Governo de Sergipe, como parte da Reforma Sanitária e Gerencial do Sistema Único de Saúde (SUS), implementada a partir de 2007, pela Secretaria de Estado da Saúde.

Para a gestão, com o funcionamento do centro cirúrgico, o Hospital Regional de Lagarto deve avançar em resolutividade, contribuindo ainda mais para a consolidação da rede estadual hospitalar de urgência e emergência. “A expectativa é a de que haja um aumento significativo no número dos atendimentos em emergência, tendo como consequência imediata uma redução ainda maior no fluxo de pacientes para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), na capital, contribuindo assim para diminuir a sobrecarga sobre aquela unidade de alta complexidade”, assegura Fábio Mendes Fernandes, superintendente da unidade.

A unidade dispõe de quatro salas cirúrgicas, além de uma Sala de Recuperação Pós-Anestésico (SRPA) com cinco leitos. Está aparelhada com equipamentos modernos e tecnologia avançada, como mesas, arcos e focos cirúrgicos, cardioversores, bisturis eletrônicos e carros de anestesia. Inicialmente, o hospital disponibilizará dez leitos cirúrgicos para internação dos pacientes atendidos no centro cirúrgico.

A configuração do Hospital Regional de Lagarto é de uma unidade de média complexidade. “Num primeiro momento, o centro cirúrgico realizará cirurgias gerais de urgência e emergência, como as de hérnias, vesículas e apendicites. Na etapa seguinte realizaremos os procedimentos em traumatologia (ortopédicos), como os relacionados a fraturas de pernas, braços e tornozelos”, explica Edivaldo dos Santos, diretor operacional da Fundação Hospitalar de Saúde. Segundo ele, futuramente, a expectativa da FHS é a de poder realizar procedimentos mais complexos, com a implantação de um núcleo de atendimento às cirurgias de tórax.

Para viabilizar a ativação da unidade, também foi necessário promover a readequação da subestação de energia do Hospital Regional de Lagarto. A capacidade instalada foi mais que duplicada, passando de 300 Kva para 750 Kva de potência, com a implantação de dois novos transformadores e quadros gerais de distribuição. Para suprir as necessidades no fornecimento diário de energia, a unidade hospitalar ainda dispõe de um gerador de 340 Kva.

FONTE: Portal de Sergipe 

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