sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Valadares Filho mostra obras mal feitas

Nesta semana, o candidato da Coligação Aracaju segue em frente” (PRB / PDT / PT / PMDB / PSDC / PHS / PSB / PSD / PC do B / PT do B)  à Prefeitura de Aracaju, Valadares Filho, mostrou em seu programa de televisão no horário eleitoral o desequilíbrio ambiental e o prejuízo para os cofres públicos resultantes das obras de aterramento da Coroa do Meio,  realizadas sem planejamento por João Alves Filho quando era prefeito, no século passado, e que até hoje consomem recursos municipais para evitar que a maré continue avançando sobre a cidade, destruindo casas e ruas.

O programa focalizou  sobretudo o molhe de pedras construído na foz do Rio Sergipe, que consumiu rios de dinheiro e virou alvo de uma investigação minuciosa do Tribunal de Contas da União (TCU) que constatou a falta de planejamento da obra e o desperdício de dinheiro público.

A destruição dos manguezais e o aterramento da Coroa do Meio provocaram um desequilíbrio ambiental que resultou no desaparecimento de quatro quilômetros de praia e a destruição de uma avenida inteira e dezenas de casas. Para evitar que a destruição continuasse, João Alves resolveu construir o molhe no Rio Sergipe.
 
Histórias misteriosas – Apesar da montanha de dinheiro consumida, a solução se mostrou ineficiente. Tanto que o próprio João Alves apareceu recentemente, em seu programa eleitoral, prometendo construir um novo molhe para impedir o avanço das águas.

As obras de construção do molhe da Coroa do Meio são recheadas de histórias misteriosas e suspeitas. Como, por exemplo, a origem e o preço das pedras utilizadas na contenção.
Segundo uma investigação do Tribunal de Contas da União, houve superfaturamentos e fraude até mesmo na distância entre as pedreiras ao litoral, que foi aumentada para uma cobrança maior.

O escândalo do desperdício foi tão grande que faltou dinheiro para concluir a obra tocada por João Alves e seu “eterno braço direito”, o então secretário de Obras e hoje candidato a vice, José Carlos Machado – relatou o programa, mostrando imagens da época e documentos do Tribunal.

No tempo das palafitas – As danosas consequências sociais das intervenções do governo de João Alves na Coroa do Meio formaram a segunda parte do programa de Valadares Filho. Uma reportagem mostrou que, enquanto uma Coroa do Meio dos Ricos se desenvolvia, após o aterramento, uma Coroa do Meio dos Pobres seguia sem qualquer assistência por parte do governo de João Alves.
 
Abandonados, os moradores da Coroa do Meio dos Pobres, gente trabalhadora e pobre, viviam sem água, sem energia, morando em palafitas e “dividindo espaço com os aratus e os caranguejos”, como disse uma das pessoas entrevistadas no programa. Era um governo só para os ricos, diz o programa. “João Alves nunca quis que o pobre morasse aqui”, confirma um antigo morador.

As palafitas só foram extintas anos mais tarde, quando uma parceria do prefeito Marcelo Déda com o presidente Lula construiu casas de alvenaria, com luz e água encanada, para onde os moradores foram relocados.

Valadares Filho – O programa mostra em seguida Valadares Filho em visita aos moradores da parte pobre da Coroa do Meio, conversando com as pessoas, ouvindo reivindicações e explicando seu plano de governo, sobretudo as ações nas áreas de saúde e transporte público.

“Nosso governo será voltado para os que mais precisam”, garante Valadares Filho, ao final da visita à Coroa do Meio.

Fonte: com informações da assessoria

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